Não são somente os membros da comissão técnica, juízes e os jogadores
que terão a oportunidade de impulsionar suas carreiras durante a Copa
do Mundo de 2014, que acontecerá aqui no Brasil. Longe dos gramados, a
estimativa é de que vagas de emprego sejam criadas, e não são somente
nas cidades que sediarão o campeonato mundial.
Para se ter uma ideia da grandiosidade do evento para o mercado de
trabalho nacional, uma pesquisa realizada pela FGV Projetos, a pedido
da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), revelou que a Copa do
Mundo de 2014 deverá gerar 3,6 milhões de empregos no Brasil.
E esses empregos não devem ser gerados somente no ano da Copa. De
acordo com a consultora de Carreira da Catho Consultoria em RH
(recursos humanos), Mayra Fragiacomo, agora, cinco anos antes do
evento, o mercado de recrutamento já está se movimentando, estimulado
pelas empresas brasileiras.
Antes
A movimentação tem sido mais forte em duas áreas: construção civil e
marketing. No primeiro caso, os motivos são óbvios, já que o Brasil não
quer fazer feio durante o evento, apresentando estádios em condições
precárias.
"Há um grande movimento em construção civil, em infraestrutura, que tem
de estar pronta o quanto antes. O movimento não é só de contratação de
mão-de-obra menos qualificada, mas de executivos, como gestores de
obra, que são cargos mais estratégicos", explicou Mayra.
E erra quem pensa que a infraestrutura se resume aos estádios: "é
preciso pensar fora da caixa", ressalta a consultora. O que ela quer
dizer é que existe toda uma gama de serviços que está por trás dos
holofotes e dos gramados, como hotéis e restaurantes. Uma grande rede
de hotéis, exemplifica, já está contratando mão-de-obra para construir
unidades novas em cidades-sede.
Além da construção civil, outra área que já está agitada para a Copa é
a de marketing focada em esportes. Essa era uma área que já estava
aquecida, mas que teve um "agito" fora do comum por conta do campeonato
mundial.
"Esse é o momento de plantar, para colher lá na frente", afirmou a
consulta. Por isso, muitas empresas já estão procurando eventos e
jogadores para patrocinar, com o objetivo de estreitar relacionamentos
e, no momento da Copa, ganhar mais visibilidade. A concorrência para
conseguir tudo isso vai ser grande e já é preciso escolher no mercado
os profissionais mais preparados da área de marketing.
Durante
Depois de montada toda a infraestrutura e de iniciado o campeonato,
entram em campo os profissionais que lidarão com a organização do
evento: seguranças, guias turísticos, garçons, camareiras e demais
profissionais de menor qualificação serão bastante demandados.
De acordo com Mayra, muitas pessoas falam que a Copa gerará empregos
"pontuais e temporários", o que está errado quando se estende a
afirmação para todos os tipos de emprego. Isso é verdade quando se fala
em empregos de menor qualificação, que têm relação direta com o
funcionamento do evento.
E esses profissionais, dependendo do desempenho mostrado durante o
campeonato, podem sim conquistar uma vaga no mercado de trabalho.
"Alguns serão absorvidos, mas outros não", ponderou a consultora.
Depois
Dependendo de como a imagem do Brasil ficar depois da Copa do Mundo de
2014, pode-se ter certeza de que dois mercados sairão mais aquecidos: o
de comércio exterior e turismo, de acordo com Mayra.
É fácil de notar isso: se uma empresa percebe que um evento organizado
mundialmente por um país foi brilhante, passa a confiar mais nele. Com
isso, as companhias desse país ganham mais visibilidade e o número de
negócios com o exterior cresce, o que é bom para os profissionais que
atuam nessa área.
E aí surge a resposta para o motivo de Mayra pensar que a Copa não gera
só empregos temporários: você acha que uma empresa demitiria um
profissional estratégico que a ajudou a passar uma boa imagem durante a
Copa e que, por isso, movimentou o número de negócios?
Fonte: http://www.simpledesign.com.br/r2/admin/logado.php?idpagina=noticias_insere
| |