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Fortaleza, 06 de Setembro de 2010
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Em breve: Microsoft na nuvem


Desde que revelou o Windows Azure, em novembro passado, a Microsoft tem protegido sua estratégia de cloud computing como um tesouro. A blindagem das informações sobre o Azure tem sido tão poderosa que um observador de longa data da estratégia a descreveu como "um buraco negro do qual nenhuma informação escapa".

A boa notícia é que na semana que vem, no Microsoft Worldwide Partner Conference, em New Orleans (EUA), os executivos, finalmente, começarão a falar de forma mais profunda sobre o modelo de negócios que a Microsoft vislumbra para o Azure, que virá como um alívio para canais que têm tentado descobrir seu impacto nos negócios.

A seguir, cinco questões em torno do Windows Azure sobre as quais os canais buscam alguma clareza:

1) Quanto vai custar?

Os parceiros querem detalhes concretos sobre a plataforma e o modelo de negócios por trás dela; e esperam uma forma de precificação que faça sentido. Executivos têm dito apenas que o preço do Azure será "muito competitivo" com relação às ofertas de aplicações na nuvem existentes.

"É matar ou morrer. Se as pessoas acharem o preço convincente, podemos extrair algo disso. Se não, bem, será difícil ter tração no lançamento", disse Andrew Brust, líder de novas tecnologias da consultoria Twentysix New York.

Uma das sessões do evento da próxima semana que promete chocar é a de Doug Hauger, general manager de estratégia de marketing e negócios do Windows Azure, que vai discutir detalhes do modelo de negócios, preços e SLAs.

2) Como será o SLA do Windows Azure?

Na semana passada, a plataforma de aplicações em nuvem do Google, a
AppEngine, caiu por seis horas e funcionou como um alerta para importância do acordo de nível de serviço de plataformas SaaS. Um SLA de 99,9% de disponibilidade permite apenas 45 minutos de queda por mês.

Entretanto, os contratos de SLA, até hoje, não conseguiram precisar o custo gerado para as empresas quando ocorre uma queda, diz Roger Jennings, um desenvolvedor independente de plataforma .Net e consutor principal da OakLeaf Systems. "Se o canal perde a marca de disponibilidade, você pode pedir um reembolso sobre as taxas baseado em tempo, mas ressarcimentos por perda de negócios decorrentes de sistemas fora do ar não estão no radar, até o momento".

O Azure teve sua maior queda em março, quando os usuários não conseguiram acessá-lo por 22 horas. Apesar dele ainda estar em teste, alguns degustadores sentem que a Microsoft tem sido mais proativa em falar sobre os detalhes de uma queda.

3) Como a Microsoft vai garantir a adoção?

A Microsoft está no meio de uma extravagante inauguração de data centers em Dublin (Irlanda) e em Chicago. A isso se associam massivo investimento e igual pressão para a construção da base de clientes do Azure.

"Esta é uma oportunidade para empresas de desenvolvimento de aplicações construírem sistemas hospedados na nuvem, mas precisará de muito músculo em marketing para que a Microsoft leve a adoção para onde ela deve estar", disse Tim Huckaby, CEO da InterKnowlogy, um gold partner Microsoft.

A fabricante vai usar o evento para mostrar como a plataforma .Net facilita a construção de aplicações e como essas habilidades podem ser transferidas facilmente para o ambiente Azure, segundo Huckaby.

4) A Microsoft vai autorizar nuvens Azure particulares?

A Microsoft tem enviado mensagens conflitantes. Já falou sobre como vai permitir às empresas a hospedar nuvens Azure em seus data centers, mas também já informou, em março, por meio de Julius Sinkevicius, diretor de Windows Server, que não pretende deixar as empresas hospedar suas nuvens.

Entretanto, o Chief Software Architect Ray Ozzie, recentemente pareceu sugerir que a empresa havia desenvolvido o Azure para suportar ambas nuvens públicas e privadas.

5) Ray Ozzie fará uma aparição surpresa no encontro de canais?

Se o Azure fosse uma banda de rock, Ozzi seria, sem dúvida, o vocalista. Ele anunciou o Azure em novembro no Professional Developer Conference e, como principal visionário da novidade, seria o candidato perfeito para mostrar os detalhes de preço, modelo para os parceiros, segundo os canais. "O Azure é o sonho dele - não há dúvidas de que essa missão é dele", disse Huckaby, da InterKnowlogy.

 

Fonte: http://www.resellerweb.com.br/noticias/index.asp?cod=58937&utm_source=newsletter_20090708&utm_medium=email&utm_content=Em%20breve:%20Microsoft%20na%20nuvem&utm_campaign=ResellerWebNewsletter&__akacao=156748&__akcnt=d76663be&__akvkey=3bce




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