A Fundação Procon São Paulo multou 20 empresas de diferentes setores por desrespeito à lei que regulamenta o funcionamento dos call centers. No total, foram aplicadas 22 multas em 20 companhias, que, somadas, totalizam mais de 10 milhões de reais. As maiores sanções foram aplicadas contra as operadoras de telefonia celular Claro e Vivo, que foram condenadas a pagar 3,19 milhões cada.
De
acordo com a fundação, entre 1º de dezembro do ano passado e o dia 28
de julho, foram recebidas 5.419 denúncias de consumidores contra o
atendimento prestado pelos Serviços de Atendimento ao Consumidor. O
setor que mais recebeu reclamações foi o de telefonia fixa e móvel, com
3.570 denúncias. Os segmentos de TV por assinatura e cartão de crédito
receberam 452 e 409 denúncias, respectivamente.
As principais
falhas no atendimento relatadas foram a falta de solução ao problema
após o prazo de cinco dias úteis; espera para ser atendido superior a
um minuto; consumidor teve que relatar o problema mais de uma vez; a
ligação foi interrompida; e telefone inacessível.
As multas
variam de acordo com a gravidade e quantidade de infrações cometidas e
a condição econômica do infrator, ficando entre 212,82 reais e 3.19
milhões de reais. A única alternativa de defesa para as empresas não
pagarem a multa é a Justiça comum.
“Na esfera administrativa, as empresas não podem mais recorrer. Elas
puderam apresentar provas e se defender. Agora, cabe a elas pagar ou
ser inscritas em dívida ativa. A única alternativa é entrar com uma
ação judicial.”, afirmou o diretor-executivo da Fundação Procon-SP,
Roberto Pfeiffer.
Para Pfeiffer, “não adianta aumentar a
capacidade de venda, se não aperfeiçoar na mesma medida a capacidade de
atender às demandas dos consumidores”. Em sua avaliação, as empresas
autuadas não prestaram um bom serviço pois queriam economizar com o
atendimento. “Esperamos que as empresas (autuadas) prestem um
esclarecimento sobre o descumprimento das regras. É uma prestação de
contas importante à sociedade.”
Ele destacou ainda que existem
outros 54 processos em andamento, de uma avaliação do serviço feita em
março deste ano. “É muito importante demonstrar reincidência. O setor
de telefonia é de longe o pior.”
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